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CENTÚRIAS AO POVO ROMANO
CENTÚRIAS AO POVO ROMANO

Rebanhos do desassossego: brancos, amarelos, negros
Carneiros, bodes, sodomitas, alcateias de efeminados
Batem ponto em ônibus e metrôs após acordarem cedo
Ainda sonâmbulos vão em direção aos escritórios
Aos paus de sebo. Mostram-se ávidos para chegar alto
Por vezes escorregam, ficam ou voltam ao meio termo
Não parecem saber, nem querem ao todo saberem-se
Que amanhã estarão a tecer teias no universo do ter
Que marchem sempre adiante, olhar distante neles
Nos salários em dia de fim de mês as contas se pagam
No paraíso dos lares fazem os deveres da casa serva
Suas cores, suas dores, os entretenimentos e valores
Que saltam em suas mentes e corações feitos de TV
As ficções os remetem ao mar das estrelas. Os pais
Sonham os filhos cantores sertanejos ou joga dores
De futebol a correr trás a bola no Coração das Trevas
Onde pode estar a fé num mundo melhor que não
Pertence a você, a seus filhos com herança milenar
De enganos, onde se esconderam os pensamentos
Presos nos cercadinhos, sozinhos, assoberbados
Pelo cansaço e seus poderes ilusórios: 100 malefícios
Todos os dias dias e dias se revogam, se renovam!!!
Decio Goodnews
Enviado por Decio Goodnews em 08/09/2021
Alterado em 09/09/2021
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