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Gay É A Mãe (Motoqueiro Fantasma)
HY Brazil! Eu sou também
Eu sou sem. Mais que nove
Mais que dez, ouviu? Eu sou
100. Sou sem escola, sem
Saúde ou moradia. Minha
Condução é esse buzão de
Periferia. O meu salário
Aqui quem vale é o vale
Da semana motoboy. Nem
Essa paranga me acalma
Afinal, amanhã eu posso
Ser o próximo Motoqueiro
Fantasma. E o diabo dessa
Garoa não acaba. O assento
Dessa  moto te enraba.
Tenho essa entrega para
Fazer em um minuto. Se
Essa Pizza esfriar o freguês
Vai ficar muito, muito puto
HI Brazil! Os pitizzaiolos e
Seus poderes em Brasília
Me garantem essa vida em
Carne viva. Me assaltam
Por dinheiro, diversão e até
Comida. Mas que nada. Eu
Aguento! Amanhã vai ser
Outro dia. Esse spray vai
Acalmar a minha asma. Se
Não acelero essa entrega
Me atrasa. Vou manter o
Foco, tá ligado? HI Brazil
Para não vir a ser, você
Sabe, outra vítima do  
Motoqueiro Fantasma. E
Essa agora, caraca! Estou
Bem no meio da Parada
Gay, só me faltava! Como
Vou acelerar com o país
Todo ao redor a se fazer
Representar? E o mundo
Globalizado da libido a
Berrar no meu ouvido: “Eu
Sabia que você também
Era, meu filho!”. — Gay é
A mãe, veado fodido!
Frase errada, ora errada
Abriu caminho na marra
Entre esses espinhos da
Sociedade enrabichada e
Em meio ao medo em seu
Disfarce “très” efeminado
Acelerou para não vir a
Ser a próxima vítima do
Motoqueiro Fantasma.
Decio Goodnews
Enviado por Decio Goodnews em 01/07/2011
Alterado em 27/07/2011


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